Reflexão com Pe. José Oscar Beozzo para o 4º Domingo da Páscoa


RELEVEM, POR FAVOR, UM LAPSO NO INÍCIO DO VÍDEO. FALEI EM QUARTO DOMINGO DA QUARESMA EM VEZ DE QUARTO DOMINGO DO TEMPO PASCAL. OBRIGADO. Pe. Oscar

João Batista, no dia seguinte ao seu batismo, viu Jesus e disse para os seus discípulos:
“Aí está o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29).


Neste domingo, o evangelista João, apresenta-nos Jesus, não mais como o cordeiro, mas como o pastor das ovelhas.
Esta se tornou uma imagem muito querida nas primeiras comunidades cristãs.


Em meio à tormenta das perseguições em Roma, à entrada das Catacumbas de São Calixto, onde iam sepultar os seus mártires, os que entravam se deparavam com a consoladora figura de um jovem pastor, símbolo do Cristo, que carrega aos ombros uma de suas ovelhinhas, enquanto guia as demais.

O evangelho nos diz que aquele que é o pastor entra pela porta do redil, ao contrário dos que pulam a cerca ou o muro e que são ladrões e assaltantes (Jo 10, 1-10).


Mais adiante, na sequência do evangelho, Jesus afirma:


“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor nem dono das ovelhas, quando vê o lobo vir, foge abandonando as ovelhas e o lobo as arrebata e dispersa, pois ele é mercenário e não lhe importam as ovelhas. Eu sou o bom pastor: eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem” (10, 11-14).


Na semana que passou, enquanto o Papa Leão XIV pedia a suspensão das guerras dos Estados Unidos e Israel no Líbano e no Irã e a abertura de negociações de paz em todo o Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos ameaçava arrasar e fazer desaparecer a milenar civilização do Irã junto com seu povo.


Trump, de maneira ofensiva, chamou o Papa de ignorante e fraco por não apoiar suas guerras genocidas.


Vestiu a carapuça que o evangelho atribui aos que não são pastores e sim ladrões e assaltantes:
“O ladrão só vem para roubar, matar e destruir” (10, 10a).


Jesus, ao contrário, apresenta-se como o bom pastor, como a porta por onde as ovelhas entram em segurança e anuncia a que veio:
“Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (10, 10b).


Um belo hino da Irmã Miria T. Kolling evoca a parábola do evangelho de hoje:


Sou bom pastor, ovelhas guardarei
Não tenho outro ofício, nem terei
Quanta vida Eu tiver, Eu lhes darei.

Maus pastores, num dia de sombra
Não cuidaram e o rebanho se perdeu
Vou sair pelo campo, reunir o que é Meu
Conduzir e salvar.

Verdes prados e belas montanhas
Hão de ver o pastor, rebanho atrás
Junto a Mim, as ovelhas terão muita paz
Poderão descansar.


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