“Deus dos perseguidos” | Reflexão com Diác. Bernardo Rangel Tura para o 19º Domingo do Tempo Comum


A Palavra de Deus, neste domingo, nos mostra que escolheu um lado, o daqueles que sofrem, que são excluídos, que são perseguidos. O Deus todo poderoso sempre se move por compaixão e misericórdia e age na história para cuidar e libertar.

Na primeira leitura, Elias está numa situação difícil, perseguido pelo poder político e religioso não sabe o que fazer. Pede auxílio ao Senhor dos exércitos e sabe que Ele virá ao seu encontro, mas o Pai não está no vento forte, no terremoto ou no fogo abrasador e sim numa brisa suave. Entender o pode Divino com a lente humana é distorcer a natureza divina.

Na segunda leitura, Paulo sofre profundamente a escolha de seu povo e não entende o motivo da não adesão dos judeus a Cristo. Para ele é difícil entender como filhos tão amados não seguem o seu Deus. É preciso lembrar que o Pai está sempre pronto para te receber e que não quer te oprimir, por isso seguí-Lo é um compromisso de perdão e libertação.

No Evangelho, vemos uma imagem clara: a comunidade dos discípulos está sendo fustigada pelos males do mundo, quais são os ventos e tempestades que ameaçam a vida hoje? Pedro nos mostra a realidade do seguimento: somos pessoas simples e de pouca Fé. Na verdade os que seguem Jesus não trarão o Reino de Deus com a força, o Reino não será imposto. Somos Pedro quando desejamos caminhar com Jesus sobre o mar do mal, da dor, da violência e da injustiça. Somos Elias quando seguimos sobre o mar, mesmo sabendo que este é maior e mais forte que nós. Somos Paulo quando reconhecemos que todas as pessoas são dignas e amadas por Deus, mesmo quando os poderes do mar querem afoga-las. Devemos notar que Pedro fraqueja porque dá mais atenção ao mar que oprime do que a Deus que liberta, mas Jesus está pronto para o socorrer e a toda a sua igreja.

Quanto a nós, vamos a sair no mundo para proteger a vida e promover a dignidade humana — principalmente as das periferias sociais e existenciais —, promover a paz e a justiça, criar uma sociedade com amizade social e inclusão radical e seguirmos juntos até a terra sem males.

A todas as pessoas a quem esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Médico, Diácono incardinado na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, esposo da Mônica.


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