“Reunidos e enviados no amor” | Reflexão para o Domingo de Pentecostes, com Diácono Bernardo Rangel Tura




A Palavra de Deus nos chama a refletir sobre a natureza e a missão da igreja. Ela se abre ao mundo, reunida no amor e na diversidade e deve seguir pelo mundo afora levando a misericórdia divina e a vida em plenitude para toda a humanidade, sempre apoiada pelo Espírito da Verdade.

Na primeira leitura, a multidão presente está separada. Cada grupo com sua língua e seus interesses. A manifestação do Espírito Santo os atrai e ficam maravilhados com o sinal da união e todos ouvem a mensagem em sua voz materna. Não se trata de uniformizar as pessoas e sim de abraçá-las como são.

Na segunda leitura, Paulo afirma a mesma realidade: a diversidade humana é desejada por Deus e todas são “a manifestação do Espírito em vista do bem comum”. Somos unidos em Jesus com as  nossas diferenças pelo Espirito do Amor e da Verdade.

A ação transformadora do Espírito Santo está presente tanto no salmo, quando afirma a renovação da terra, quanto na sequência onde o “Pai dos pobres” dá às pessoas o que elas necessitam para a vida tranquila e plena.

No Evangelho, Jesus se mostra às pessoas que estavam reunidas, tomadas pelo medo e a tristeza e deseja: “A paz esteja convosco”. Com isto confirma a sua Ressurreição e em seguida lhes dá o Espírito Santo, não para julgar ou oprimir, mas para perdoar e libertar. Este é o compromisso de todas as comunidades de fé: levar a misericórdia e o amor de Deus até os confins da terra em uma atitude de união e inclusão radical.

Quanto a nós, vamos a sair no mundo, guiados pelo espírito da verdade, para levar a vida plena e a misericórdia a todas as pessoas – principalmente às periferias sociais e existenciais –. Precisamos criar uma sociedade que acolha a diversidade e promova o bem comum com inclusão radical e convivência harmoniosa com toda a criação, incluindo a mãe terra e toda a natureza. Nesta longa caminhada cada um tem seu papel e sua responsabilidade, mas todas as pessoas caminham juntas até a terra sem males.



A todas as pessoas a quem esta mensagem chegar,
Beijos e bênçãos,
Diácono Bernardo Tura
Médico, Diácono incardinado na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, esposo da Mônica.


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